Cláudio Loes

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2013

Efemérides

Efemérides, conforme o Dicionário Aurélio significa um "diário, livro ou agenda em que se registram fatos de cada dia". Aqui não serão fatos do dia, se bem que possam servir de estímulo muitas vezes, serão as reflexões,as ideias, os sentimentos. Um diálogo constante com o incerto, o desconhecido, o novo.


Servir ao dinheiro.

Esta é a única disputa que interessa para a maioria das pessoas e fico procurando onde está a outra minoria para ser diferente e não sucumbir. Se bem que para aquele que saiu da caverna de Platão é quase impossível retornar sem querer sair. As cores são mais vibrantes, a vida melhor com seus sons motivos e desmotivos.

Servir ao capital e tudo o que ele pode resolver. Estando nesta terra pobre em todos os sentidos dá para sentir o que é de fato ser diferente. Porque todos passam a ser indiferentes com você. Um peso grande que se pudesse jogaria de lado e seguiria em outra direção.

Isto não mudaria muito, pelo que leio tudo continua neste sentido, travestido na maioria das vezes de social. Você tem voluntário indo ajudar desgraçados, e estes voluntários não tem capacidade alguma de se organizar para uma vida melhor e que os desgraçados não venham a ser necessários.

As campanhas de valores tem enrustido todo um serviço pelo capital. Quem dita os valores é quem detém o poder. Caso contrário não seria necessário o exercício do poder. Dizer que este ou aquele poder teve suas qualidades é somente uma justificativa para que se continue a reconhecer o poder e seu exercício como algo que sempre existiu.

O dinheiro não reconhece qualquer coisa e sempre seguirá no sentido da melhor rentabilidade, melhor exercício de poder para justificar sua própria existência. É engraçado é como se estivéssemos diante de uma entidade autônoma. Observemos as criações de outras moedas, moedas sociais, uma variante tida como inteligente e novamente controlada, dominada, no mínimo pelo cunho exclusivamente social.

Servir ao dinheiro é o que vai garantir você poder entrar naquele local caro e dizer para todos que esteve lá. Se você tiver dinheiro, o carro do ano, todos vão parar e ouvir o que você tem a dizer, mesmo que seja somente m... Aquele que já serviu um dia talvez tenha saudades e de vez em quando possa ter uma recaída, querer voltar, mas é difícil voltar para um lugar do qual se sabe não ter consistência ou qualquer sentido para uma vida mais integrada, aprazível.



Troque a abertura da porta.

Já ouvi diversas frases mais ou menos assim: "quem bate na porta será atendido", "quando se fecha uma porta outra se abre" e assim por diante.

Dias atrás observei que a porta de nossa geladeira estava quebrada no canto superior esquerdo. Ela ainda está em ótimo estado e olhando para o outro lado vi a possibilidade de trocar a abertura.

Troca feita, surgiu este lampejo com relação as frases acima quando estava tentando abrir pelo lado de costume. Se as possibilidades e oportunidades da vida não acontecem pode ser que estamos tentando abrir a porta pelo lado que não abre.

Penso nisso toda vez que vou pegar algo na nossa geladeira, mesmo começando a acertar o lado novamente. Trocar o lado da porta permitiu que outra ideia aflorasse e possivelmente outras daqui para frente.


Manifestações e reações

Estava escrevendo em outro local e emitindo opinião pessoal. Como não penso que um espaço que não é buscado a cada dia tem valor por si só vou manter aqui o que penso.

Junho de 2013 marcado por manifestações que iniciaram com o Passe Livre em São Paulo e se espalharam como pólvora por todo o país. Aconteceram manifestações com diversas pautas e o movimento aparentemente sem líderes começa um desdobramento que considero perigoso no sentido de estancar a possibilidade de evolução de toda a sociedade.

Os discursos dos senadores da vigília do dia 20 para o dia 21 de junho, Pedro Simon, Cristovam Buarque, Paulo Paim, Rodrigo Rollemberg, Pedro Taques e Magno Malta, foram elucidativos. Este grupo tem diversas ações que simplesmente não seguiram em frente.

Hoje dia 25 de junho, depois de uma declaração da presidenta Dilma e ouvindo a sessão do senado estão todos fazendo do mesmo. A presidenta chamou os líderes do movimento e acertou determinados pontos. Ora, se o movimento não tinha líderes e foi um convite de alguns com outros, de onde saiu o acordo. O pior é que o senado segue num caminho igual, dizendo que fizeram isto e aquilo, que as ruas tem pressa e no entanto reclamam que não foram chamados para dialogar com o executivo.

Ora, se querem independência de poderes, porque deveriam ser chamados? Porque não fazem o que é seu dever, tem PEC 33 e 37,PL contra a corrupção? E outras, existem possibilidades de votações do congresso para uma reforma política de fato, e que tenha valor em 2014.

Tenho uma opinião. Se ficarem neste vai e vem e de fato não acontecer nada os manifestos vão aumentar e possivelmente tornarem-se perigosos. Se não entenderem que a crítica é contra o modelo político partidário tudo ficará pior. De nada adianta jogar propostas esperando consenso político. As promessas estão cansando e o pior. Os deputados e senadores que agoram discursam contra o governo que eu lembre não fizeram nenhuma mobilização para cobrar as promessas do executivo.

E aí? O senado vai ouvir o que os senadores da vigília falaram e o que defendem? Penso que deveriam ouvir.

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